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Gravuras Rupestres do Alto Zêzere

Património de todos a preservar por todos

Localização::Barroca do Zêzere
Como chegar::Seguir pela estrada nacional 238 em direcção a Barroca do Zêzere
Contactos: geral@fundaoturismo.pt


No dia 1 de Junho de 2003, Diamantino Gonçalves e Belarmino Lopes detectaram, na margem direita do Zêzere (Freguesia da Barroca), mais propriamente no Poço do Caldeirão, figuras rupestres pré-históricas.
Este achado é de grande importância não só para o Concelho mas para o conhecimento da Pré-história a nível europeu, já que estas gravuras datam do período Paleolítico («idade da pedra antiga») e têm cerca de 15.000 anos.

Quem era o Homem Pré-histórico do Paleolítico?

O Homem do Paleolítico (Homo Sapiens Sapiens) era nómada, vivia da caça e pesca e recolha de plantas, em comunidades de caçadores-recolectores. Este período é marcado pelo desenvolvimento de pontas de projéctil feitas em matérias duras de origem animal (osso, marfim, corno), pela utilização de objectos de adorno pessoal (dentes de animais, conchas furadas e contas de colar). A utilização da pedra passa normalmente a ser feita sobre lâminas (lascas alongadas) Outros objectos: arpões, buris, raspadeiras, etc.
A "arte rupestre" é a que decora as superfícies rochosas (neste caso situadas ao ar livre). Pensa-se que tinham fins religiosos e também eram uma forma de sinalizar a sua passagem. Representavam equídeos (cavalos), bovídeos (bois ou vacas), cervídeos (veados), caprídeos (cabras) e também formas geométricas e abstractas.



Como proteger...

O respeito pelos vestígios do passado deve ser uma preocupação de todos nós. Assim, não devemos permitir que, de alguma forma, estas gravuras e o seu espaço envolvente possam ser alvo de actos menos cívicos.
Património significa «herança paterna», isto é, dos nossos antepassados próximos ou longínquos, e temos que o legar às gerações futuras tal qual o recebemos – se possível melhor conservado ainda. Portanto, todos nós temos responsabilidades na preservação do mesmo.
Assim, a Câmara Municipal do Fundão e o Instituto Português de Arqueologia devem ser informados de qualquer situação que se julgue menos normal por parte de quem visita as gravuras. Estas não devem ser pisadas, nem limpas pois isso, só os técnicos de arqueologia o podem fazer com segurança.

O que fazer se encontrar algum objecto «estranho»

Caso encontre algum objecto como os que se vêem nas imagens, aconselhamos contactar a Câmara Municipal do Fundão ou a Junta de Freguesia da Barroca. Não pense que estes objectos têm valor monetário. Não. Possuem apenas interesse histórico. Lembre-se de que sendo este património de todos nós, não temos o direito de o esconder. Caso o objecto encontrado não corra perigo de ser levado, o ideal é mesmo não o recolher e proceder como atrás se indicou.








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