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Rota dos Castros (2)
Contactos: geral@fundaoturismo.pt
Castro
da Cabeça Gorda
(Alcaria/Peroviseu)
História
Referido por Martins Sarmento na sua «Expedição Científica
à Serra da Estrela» (1881) foi no entanto estudado recentemente
por Raquel Vilaça. Espaço que compreende aglomerados graníticos
de grandes dimensões, são visíveis alguns troços
de muralhas e alinhamentos de pedra correspondentes, talvez, a antigas
construções. Mós manuais e cerâmica inserem
este castro no Bronze Final/Ferro inicial.
Como
Chegar
Tomando a direcção de Freguesia de Peroviseu, cortar junto
ao acesso à Central de Compostagem (Quinta das Areias). Seguindo
a sinalética, tome-se o caminho que circunda esta unidade de tratamento
de resíduos sólidos urbanos até se atingir o ponto
indicado in situ.
O
Percurso
Assim que se começa a subir em direcção ao Castro,
temos, junto à estrada a importante estação romana
da Quinta da Boutocela, com vestígios ainda da Alta Idade Média,
concretamente duas sepulturas escavadas na rocha.
Como alías era habitual, o castro ocupa uma posição privilegiadíssima,
dominando, pelo Norte, a Cova da Beira.
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Castro
do Vale Feitoso
(ou da Quinta da Samaria)
( Peroviseu)
História
Castro identificado em 2002. Apresenta, pelo menos, dois níveis de
muralhas. O povoado de uma mutilação recente, com a passagem
de máquinas para abertura de caminhos. Por todo o povoado são
visíveis vários alinhamentos de pedra, alguns deles correspondentes
a construções. A cerâmica disseminada em grande cópia
cerâmica de fabrico manual, sobretudo a «cepilhada»
e brunida.
Engenhos de moagem também aí se encontram com frequência.
Muitas lendas se ligam a este castro: os populares falam da descoberta
de potes com moedas de ouro…
Digna de registo é a curiosa «Laje das cruzes», um
rochedo que assinala os limites dos Concelhos do Fundão e da Covilhã
e que apresenta para cima de uma trintena de inscrições
cruciformes. Todavia, uma inscrição rupestre romana constitui
o elemento histórico mais interessante do povoado.
Como
Chegar
Uma vez em Peroviseu tomar a direcção da Serra no Largo
do Chafariz seguindo a indicação da sinalética. Já
na cumeada cortar na primeira encruzilhada pelo caminho da esquerda. Medeiam
cerca de 2 KM até ao povoado.
O
Percurso
A Serra das Ferrarias ou do Ferro, exibe um raro panorama paisagístico,
quer para a Cova da Beira, a Sul, quer para a Serra da Estrela, da banda
oposta.
Inúmeros aglomerados de penedias graníticas, algumas das
quais verdadeiramente colossais, constituem uma apreciável característica
orográfica da Serra.
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Inscrição
Rupestre Romana |
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Cerâmica da Idade do Bronze |
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Castro
das Tapadas das Argolas
(Capinha)
História
Referido nas fontes escritas desde 1758 - «antiga fortificação»
- o castro da Tapada das Argolas é a estação castreja
de onde tem provindo maior numero de materiais arqueológicos,
desde machados de bronze a pontas de seta. As estruturas defensivas
do povoado coexistem com outros alinhamentos de pedra.
Não há muito tempo, ainda eram visíveis restos
de edifícios de planta circular.
Dos artefactos aparecidos neste povoado para além dos machados
de bronze – é de destacar uma ponta de seta de «tipo
Palmela», uma faca para couro («Tranchet»), uma lâmina
de espada em bronze e uma espada em ferro.
A cronologia da tapada das Argolas aponta para finais do II Milénio
a.C./ inícios do I Milénio a.C.
Como
Chegar
À entrada da Capinha cortar em direcção à
barragem. Seguir as indicações da sinalética.
O
Percurso
De acesso algo difícil, já a meia encosta do monte se
vislumbra um agradável cenário natural, que se torna particularmente
belo no topo do povoado, com a Barragem da Capinha ao fundo, com o seu
parque de merendas.
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Ponta
de Seta de tipo Palmela (Bronze Inicial) |
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Castro
dos Três Povos
História
Povoada referido já por Martins Sarmento, ocupa uma excelente
posição estratégica que permitia dominar as férteis
terras que marginam a Ribeira da Meimoa e bem assim alcançar
a Gardunha e a Serra de Marta. Apresenta resquícios de muralhas
e, dispersa, alguma cerâmica atribuível ao Bronze Final.
O castro foi romanizado encontrando-se no Museu Arqueológico
José Monteiro artefactos provenientes desta estação.
Como
Chegar
Na freguesia de Escarigo seguir a indicação da sinalética.
O Acesso ao castro é particularmente difícil.
O
Percurso
As povoações de Salgueiro, Quintas e Escarigo, cujo conjunto
assumiu secularmente o designativo colectivo de Três Povos. Encetar
o percurso que leva até à última dessas localidades
pressupõem uma visita a cada uma dessas pitorescas localidades,
ricas em cultura popular e edificações históricas.
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Castro
da Covilhã Velha
(Enxames/Vale Prazeres)
História
O castro da Covilhã Velha possui grandes derrubes de muralhas que
atestam a complexidade da sua estrutura defensiva. Os testemunhos escritos
mais antigos sobre este povoado remontam a 1866, ano em que José
Germano da Cunha se referiu a um edifício acastelado derruído.
O mesmo autor, anos volvidos (1822), fala da existência aí
de «fossos» e «vestígios de ruas».
Os artefactados recolhidos neste castro, datável do Bronze Final
/ Idade do Ferro, não sendo abundantes são no entanto significativos.
Crespo de Carvalho aventa a hipótese (muitíssimo remota,
diga-se) de se ter localizado aqui a cidade lusitana de Cingínia
(referida por Valério Máximo). Um soberbo capitel de coluna
prova a romanização desta estação, que conheceu
alias uma ocupação humana até ao período medievo.
Como
Chegar
Rumando à freguesia de Enxames tome-se o sentido de Póvoa
da Palhaça.
Sensivelmente a meio caminho, inflicta-se seguindo a indicação
das placas. Alternativa: Pela freguesia de vale Prazeres em direcção
a Póvoa da Palhaça. Virar à esquerda na rotunda que
antecede essa localidade.
O
Percurso
A serra das casinhas, ou Cruzinhas, onde se acha implantado o castro é
um magnifico mirante para a pequena planície onde demora a Torre
dos Namorados, terras de lendas e encanto, que guarda uma das mais ricas
estações romanas da região.
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